Acredite se Puder

Milagres da Cooperação

anúncio publicado pela Gazeta do Commercio em setembro de 1915 decretava com propriedade, logo no título: “Acabou-se a Crise”. Naqueles anos de guerra e incerteza, a propaganda acenava com nada menos do que “os milagres da Cooperação”, que trariam a “solução do problema economico social”.

 

As promessas ficavam ainda mais audaciosas a seguir, garantindo que “todos podem fazer suas compras com 90% de abatimento” – e mais, no “negociante que mais lhe convier e na Cidade ou Villa que seja mais commoda”.

 

Gazeta do Commercio 22/09/1915 Gazeta-do-Commercio-22-09-1915-jornal-retro

 

Relógio de ouro

 

Havia exemplos. Com 2.500 réis era possível “obter um par de calçados no valor de 25 mil réis”. Com 5.000 réis o freguês faria compras na “Loja de Fazendas ou Camisaria” à sua escolha, no valor de 50 mil réis. Uma capa de borracha ou um “superior terno de casimira”, que custavam 120 mil réis, sairiam por 12 mil réis. Até um relógio de ouro, “no valor de 100 mil réis” seria embolsado pela bagatela de 10 mil réis.

 

Como? O anúncio não explicava... Mas era possível “pedir prospectos e informações” no escriptorio da Empreza de Propaganda Commercial “A Universal”, que ficava na Rua Primeiro de Março, número 22, em Curityba.

 

A propaganda ia além para aguçar a curiosidade do público, fazendo uma oferta de emprego, ao informar que “A Universal” precisava de “Agentes Representantes” em “todos os Estados e Interior”.

 

Mas, na última linha, vem a ressalva: só seriam contestadas as cartas que chegassem acompanhadas do “sello para a resposta”. Quantos esperançosos nos “milagres da Cooperação” não devem ter perdido seus selos enviados a “Curityba”...

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