Deu no Jornal

A volta do confeiteiro

entrada do Brasil na guerra provocou efeitos diretos no dia a dia da maioria dos imigrantes alemães e seus descendentes, mas para alguns o impacto foi sensivelmente maior, como mostra uma nota da Gazeta do Commercio, do começo de dezembro de 1917.

 

O texto era publicado a pedido do “Snr. Hans Michaelis”, proprietário do recentemente inaugurado Café e Confeitaria Michaelis, a quem o longínquo conflito na Europa tinha desfalcado de habilidosas mãos na fabricação de bolos e tortas. Ele pedia ao jornal “participar aos seus estimados frequezes e amigos” que “com o ultimo vapor” tinha retornado a Joinville (SC) seu “confeiteiro antigo”. O pobre homem tinha sido obrigado a se encaminhar a Florianópolis no mês anterior, em companhia dos marinheiros alemães (veja em História ao Vivo), que faziam parte da tripulação dos navios confiscados pelo governo brasileiro. Para piorar, depois ainda teve de ir prestar contas às autoridades federais no Rio de Janeiro, a capital do país na época.

 

Durante esse tempo Hans deve ter passado dificuldades, pelo que se segue na nota: “os freguezes, que tanto apreciaram os doces da sua confeitaria ficam convidados de honral-o com suas visitas”. Depois do confeiteiro, parece que o dono do café teria de lutar para recuperar também a velha clientela...

 

Veja mais fotos do café e de Hans (além de uma legítima especulação sobre quem seria o confeiteiro) na seção Do Lambe-lambe.

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Gazeta do Commercio

21/07/1917

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Gazeta do Commercio

01/12/1917

Fonte: http://amemoriadosesquecidos.blogspot.com.br

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